Páscoa

Tradições de Páscoa

Páscoa – Tradições que se vão perdendo

A Páscoa é uma época muito bonita, na minha opinião, porque já cheira a Primavera, os dias começam a ser um pouco maiores e para algumas pessoas é também sinónimo de uma escapadela ou umas miniférias.

Ainda nem sabemos muito bem quando se vai celebrar a Páscoa e, já todo o comércio nos lembra que essa época vai chegar em breve, quer seja pelos folares tradicionais com tranças e ovos cozidos escondidos, quer pelas embalagens coloridas dos ovos e dos coelhos de chocolate, quer ainda pelas amêndoas rugosas cobertas de chocolate, ou as de licor, ou as de chocolate branco ou negro, ou ainda as mais simples cobertas de todas as cores, divididas em pacotinhos transparentes e apelativos aos nossos olhos.

Páscoa é também uma data comemorativa, espiritual que com a celebração dos seus momentos altos nos faz pensar nas nossas crenças.

A Quaresma é o período de 40 dias que culmina nesta semana onde de Sexta-feira a Domingo se vivem momentos únicos.

Cada um de nós por este ou aquele motivo recorda e relaciona com as férias escolares, com os jogos de rua, estou a lembrar-me do jogo da pela (bola de pano), com os excessos de doces com o não comer carne em todas as sextas-feiras, ou com a compra da bula, terminando com a Missa Pascal no Domingo de Aleluia.

Nas aldeias sem exceção o Padre fazia uma visita aos seus paroquianos no Domingo durante a tarde, para abençoar todos os residentes incluindo os que por motivos alheios à sua vontade não podiam ir receber a bênção na Igreja.

O Padre acompanhado do crucifixo e dos seus séquitos onde o Sacristão levava a água benta, só entrava nas casas em que na soleira da porta tivesse sido colocada uma verdura. Na sala ou na cozinha uma galinha morta atada nas asas e nas patas  iria servir de folar.

Nalgumas casas mais abastadas a galinha era substituída por uma contribuição em dinheiro, que se destinava a pagar a côngrua paroquial. (é o correspondente à remuneração mensal do Padre)

Nalgumas cidades o Padre de cada freguesia faz a visita entre a Páscoa e a Pascoela, mas só visita quem o solicite mantendo-se a tradição da laranja e da contribuição em dinheiro.

É também tradição e, esta mantém-se até hoje a reunião familiar que vai acrescentando todos os anos alguns filhos, genros, ou netos, lembrando que o Coelhinho da Páscoa é sinónimo de fertilidade.

Basta olharmos com atenção às solicitações da Televisão que nos incentiva ao consumo e ao comércio, na compra de uma roupa nova, no almoço melhorado em família onde o Coelhinho da Páscoa não tem lugar, mas o cabrito assado ou o borrego são “reis”.

Domingo de Pascoa é também associado aos afilhados que vão buscar o “folar” quer seja o “bolinho” ou um outro presente acompanhado de uma notita que o Padrinho ou a Madrinha colocava sorrateiramente num qualquer bolso com a recomendação de guardar no mealheiro.

 

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