A necessidade de uma Ceia ao fim do dia
É uma refeição cuja importância está a ser redescoberta. Dispensável para quem se deita 1 ou 2 horas após jantar, não pode escapar a quem vai dormir 3 ou mais horas depois ou a quem, acertada e higienicamente, passeia, dança ou pedala depois de jantar. Nunca pode faltar aos mais idosos, sobretudo aos que jantam pouco; idosos com problemas circulatórios, sejam cerebrais ou cardíacos, que jantam insuficientemente podem morrer de noite pela acção combinada de hipoglicemia, por hidratos de carbono a menos, com hipoxia, por defeito de oxigenação de territórios vitais mal irrigados.
Não se trata de uma ceia de foliões mas de uma parca refeição, simples de digerir; por exemplo, 1 iogurte batido com fruta, ou 1 chávena de leite com 3 bolachas ou 20 g de pão, ou 1 pratinho de aletria ou de papa láctea.
As porções indicadas para as várias refeições não são taxativas; correspondem à satisfação das necessidades médias de adultos com actividade leve. Como vimos, as exigências alimentares sobem ou descem de acordo com várias circunstâncias, nomeadamente com esforço muscular, estatura e características biológicas de cada um.
Por esta razão, não é lícito apontar quantidades de alimentos a não ser como referência a acertar conforme as necessidades concretas de cada pessoa. Balança e estalão conferem-nas através de pesos e alturas.
Assim, comem-se porções maiores ou menores de alimentos, tempera-se com mais ou menos azeite, saboreia-se ou não pão ao almoço e jantar, bebe-se ou não 1 copo de vinho… Não procure o leitor um esquema que se adapte a todos. E não esqueça que o ser humano está dotado com mecanismos que acertam as quantidades de comida ingerida às suas próprias exigências. E certo que o homem urbanizado, mercê de sofrer tensões emocionais e sensações de perda e frustração e mercê de utilizar alimentos com conteúdo nutritivo e calórico diverso dos naturais, sofre as consequências da alteração dos mecanismos reguladores do apetite e da saciedade, o que, no geral, o leva a comer acima das necessidades. Um horário certo de refeições, não andar a debicar e a beber copos, respeitar uma boa escolha alimentar, como a que acabou de ser exposta, e realizar algum exercício (basta caminhar todos os dias alguns quilómetros) reordena os mecanismos reguladores e acerta automaticamente as quantidades de comida ingeridas.
Não esquecer a necessidade de uma hidratação adequada ao longo do dia, bebendo às refeições o que a sede pede e, fora delas, os volumes generosos adequados para manter uma diurese abundante.
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