Como surge a osteoporose

 

Como surge a osteoporose

 

Com o avançar da idade o esqueleto perde robustez, as pessoas idosas têm tendência a fracturar com mais facilidade, em suma, por que é que surge osteoporose?

A resposta a estas questões não é simples e implica múltiplos factores.
E interessante perceber que muita da investigação respeitante a esta problemática tem tido um grande impulso na NASA National Aeronautics and Space Administration”), nos Estados Unidos da América. Apesar de os astronautas serem rigorosamente seleccionados, entre outros aspectos, pelas suas capacidades físicas, a sua exposição a condições de imponderabilidade, isto é, com ausência de gravidade, faz com que o esqueleto desmineralize, tornando-se rapidamente osteoporótico. Sabemos que um indivíduo no espaço pode, num mês, perder uma quantidade de osso semelhante ao que uma mulher perde num ano quando entra na menopausa. Nos programas espaciais existem várias formas de minimizar este facto, e uma delas é a de submeter os astronautas a programas diários de exercício físico em carga, com equipamentos desenhados para simular a gravidade.
De volta à terra: o que é que se passa no nosso esqueleto? Desde o nascimento, ou mesmo antes disso, a estrutura óssea sofre uma evolução. Nos recém-nascidos, os ossos são pouco mineralizados e são constituídos principalmente por cartilagem. Com o desenvolvimento, os ossos mineralizam-se até a maturação esquelética estar completa, o que ocorre por volta dos 25-30 anos (obtendo-se, assim, o “pico de massa óssea“). Esta altura corresponde ao ponto de maior robustez do esqueleto durante toda a vida do ser humano. A partir deste ponto, assistimos a uma perda de cálcio esquelético. O osso é uma estrutura viva e, por isso, é remodelado em função das necessidades. Quando, por fadiga ou envelhecimento, há necessidade de o renovar, activa-se uma “mecanismo” que remove o osso velho e deposita osso novo, com vista a manter as suas características iniciais. Acontece que, a partir daquela idade, a capacidade de formar osso novo passa a ser menor do que a de retirar o osso “velho”. Assim, vamos assistir a uma perda lenta e paulatina da massa óssea e, com isso, a uma diminuição da sua robustez. Esta diminuição leva a uma fragilização do osso e, consequentemente, a um aumento do risco de fractura. É este o mecanismo que está subjacente à osteoporose. Essa perda ocorre em ambos os sexos. Todavia, na mulher, nos primeiros anos após a menopausa, e devido à falta súbita de estrogéneos (hormona sexual feminina), assiste-se, usualmente, a uma perda mais acentuada da massa óssea. Esta é a razão que faz com que a osteoporose esteja mais conotada com o sexo feminino. Existem muitos factores que, por um lado, comprometem a aquisição do “pico de massa óssea” e, por outro, influenciam a taxa de perda após esse momento. Alguns decorrem dos hábitos de vida e outros estão relacionados com doenças; existem também medicamentos que podem causar osteoporose. No tocante aos hábitos de vida, sabemos que são prejudiciais, entre outros, a falta de exercício físico, uma alimentação pobre em lacticínios, o tabaco, o álcool e o café em excesso.
O facto de um indivíduo ter baixo peso funciona, também, como factor de risco importante. Períodos prolongados de permanência no leito (como sucede, por exemplo, com os doentes acamados) conduzem, de forma célere, ao desenvolvimento de osteoporose, através da supressão da acção da gravidade que, como vimos, é necessária para a preservação da massa óssea.
Existem muitas doenças que podem provocar osteoporose. Não vamos enumerá-las na totalidade, mas podemos mencionar algumas mais comuns: hipertiroidismo, anorexia nervosa, diabetes mellitus e doenças inflamatórias crónicas (de que são exemplos a artrite reumatóide e a doença inflamatória do intestino).

Escrito por Bem Estar em Doenças Reumáticas Sem Comentários