Diverticulose
(Doença diverticular)
A diverticulose consiste na presença de pequenas bolsas, ou divertículos, que se projectam para fora de um segmento enfraquecido da parede do cólon ou de outro órgão oco. Muitas pessoas não apresentam sintomas. Outras sentem, ocasionalmente, dores ligeiras, diarreia ou sangue nas fezes. Contudo, se a matéria residual obstrui uma ou mais bolsas, pode desenvolver-se diverticulite, uma inflamação caracterizada por febre, hemorragia, dor intensa e mal-estar geral. Uma diverticulite não tratada pode dar origem a complicações graves, como perfuração do intestino, que pode conduzir a peritonite, inflamação potencialmente fatal da membrana que reveste a cavidade abdominal.
Diagnóstico e exames complementares
Quando suspeita de diverticulose, o médico pode mandar fazer uma colonoscopia, um exame do cólon com um instrumento flexível munido de dispositivos especiais de observação. Também pode pedir um clister opaco (exame radiológico do cólon com produto baritado) ou uma análise às fezes para detectar a presença de sangue oculto.
Tratamentos médicos
A diverticulose sem complicações costuma ser tratada de forma cautelosa. Em geral, recomenda-se uma dieta rica em fibra, bem como laxantes em caso de prisão de vem re e antibióticos se surgir qualquer infecção. Quando a infecção é grave ou em caso de hemorragia abundante, pode ser necessário recorrer a cirurgia para remover a parte afectada do cólon. Em casos especialmente graves, pode ter que remover-se todo o cólon, mas habitualmente é possível manter o funcionamento normal dos intestinos.
Medicinas alternativas
As medicinas alternativas só devem ser utilizadas como tratamento auxiliar.
Ayurvedismo
Podem sugerir-se clisteres para limpar o cólon. Em seguida, a dieta é ajustada de modo a evitar a prisão de ventre, que promove a diverticulite.
Fitoterapia
A camomila, a papaia e o trevo-violeta — em chás ou extractos em cápsulas — são algumas das plantas recomendadas para casos de diverticulite. Alguns fitoterapeutas recomendam duas chávenas de chá de pau-darco por dia para aliviar a inflamação intestinal e as cólicas abdominais. Também podem ser receitadas sementes de psílio, incluídas em muitos produtos destinados a tornar as fezes moles, mas deve. consultar-se um médico antes de as tomar.
Terapia pela nutrição
A dieta tem um papel importante na prevenção e tratamento da doença diverticular. Uma dieta com baixo teor de fibras e rica em gordura aumenta o risco de diverticulite, e a investigação indica que uma ingestão aumentada de fibra ajuda a evitar estes sintomas nos doentes com diverticulose. Devem evitar-se alimentos condimentados ou com sementes. Por vezes, sugerem-se suplementos das vita-minas A, E e C e ainda cápsulas de alho.
Uma crise de diverticulite requer uma dieta mole à base de purés que exclua frutos e legumes crus, álcool e cafeína. Pode recomendar-se um laxante à base de sementes de psílio para evitar a obstipação. Um mês após o desaparecimento de todos os sintomas, pode retomar-se a dieta com alto teor de fibras.
Tratamento em casa
Uma vez formados, os divertículos não podem ser eliminados, mas cuidados adequados podem evitar uma diverticulite aguda. Além de seguir as recomendações alimentares, beba pelo menos oito copos de líquidos por dia, de forma a manter as fezes moles. Reserve um mínimo de 10 minutos para evacuar mais ou menos à mesma hora todos os dias, mas não faça força. (Consulte o médico se as fezes são negras ou tiver febre ou dores fortes.) O exercício ajuda a evitar a prisão de ventre, por isso deve ser incluído na sua rotina diária. Também parece haver uma relação entre diverticulite, vida sedentária e obesidade. Outras causas de dor abdominal A apendicite provoca dores agudas e espasmos abdominais. Pólipos do cólon, cancro do cólon ou do recto e distúrbios inflamatórios intestinais podem dar origem a sangue nas fezes e alteração dos hábitos intestinais.
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