Doença de Ménière

 

Doença de Ménière

A doença de Ménière é uma doença do ouvido interno. Uma crise começa habitualmente por zumbidos nos ouvidos e por uma sensação de plenitude ou pressão num ou em ambos os ouvidos. Em seguida, surgem vertigens, náuseas, vómitos e perda de audição, sobretudo se os episódios forem prolongados e frequentes. As crises podem ser incapacitantes, durando desde várias horas a vários dias e recorrendo com frequência variável.
As crises são provocadas por um aumento do líquido no labirinto (ouvido interno), de que resulta aumento da pressão e perda de equilíbrio. A causa subjacente da doença é desconhecida. A doença de Ménière surge, em regra, na meia-idade e afecta igualmente homens e mulheres.

Diagnóstico e exames complementares

O diagnóstico começa por um exame físico completo, incluindo um exame cuidadoso dos ouvidos e exames audiométricos. Pode ser recomendado ao doente que diminua a ingestão de líquidos ou que tome um diurético para reduzir o volume de líquidos orgânicos antes de fazer provas de audição.
Num outro procedimento, os ouvidos são irrigados com água quente e fria, o que provoca uma sensação de vertigem e movimentos oculares cujo estudo orienta para o diagnóstico.

Tratamentos médicos

Os tratamentos com medicamentos não curam a doença de Ménière, mas tomar um diurético para eliminar os líquidos em excesso pode ajudar a evitar crises. Para aliviar uma crise, o médico pode receitar:
Anti-histamínicos, como difenhidramina, meclizina ou ciclizina, que podem aliviar as vertigens. Tranquilizantes como diazepam podem ter um efeito semelhante.
Antieméticos, como dimenhidrinato ou escopolamina, para aliviar náuseas e vómitos.
Esteróicles, como a prednisona, caso o médico suspeite de uma doença de auto-imunidade. Como durante uma crise pode ser impossível ao doente tomar seja o que for por via oral, estes medicamentos podem ser administrados sob a forma de penso transcutâneo, supositório ou injecção.
Pode ser recomendada cirurgia se as crises forem incapacitantes. O procedimento mais simples consiste na abertura de um orifício no osso do ouvido médio até ao labirinto para libertar o líquido em excesso. A secção de um nervo no sistema vestibular do ouvido pode aliviar as vertigens e geralmente não prejudica a audição. Contudo, se a perda total de audição já tiver ocorrido, pode ser recomendada a remoção total do labirinto a fim de eliminar as vertigens.

Medicinas alternativas

Acupunctura

Por vezes, uma única sessão é suficiente para aliviar os sintomas; uma série de tratamentos pode reduzir a frequência das crises.

Fitoterapia

Diz-se que o chá de gengibre alivia náuseas e tonturas. A gilbardeira e a betónica, em extracto ou cápsulas, também podem ajudar.

Terapia pela nutrição

Um regime alimentar com baixo teor de sal pode reduzir os líquidos orgânicos em excesso, o que pode, por sua vez, reduzir a frequência e intensidade das crises. A cafeína, o álcool e o chocolate podem agravar os sintomas, devendo por isso ser evitados. Algumas pessoas melhoraram reduzindo a ingestão de gorduras a menos de 10% do total de calorias e aumentando o consumo de legumes e fruta frescos e cereais integrais. Podem registar-se melhoras ao fim de duas a três semanas.

Tratamento em casa


Durante uma crise, o doente deve ficar deitado na cama num quarto às escuras, tão quieto quanto possível. Pode beber pequenos goles de ginger ale depois de tirar o gás para aliviar as náuseas e a secura da boca.
É extremamente importante proteger de qualquer lesão adicional as estruturas ciliares do ouvido interno, que são essenciais para a audição. Use tampões de ouvidos quando se encontrar num ambiente ruidoso ou quando utilizar equipamento ou aparelhos ruidosos, incluindo aspirador e secador de cabelo. Se o seu trabalho obriga á utilização de martelo pneumático ou outra máquina ruidosa, use protectores apropriados. Não utilize qualquer dispositivo que envie som directamente para ouvidos através de auscultadores.

Outras causas de vertigens e perda de audição

As vertigens também podem resultar de infecção do ouvido interno, enjoo do movimento, rinite alérgica, doses elevadas de aspirina e outros fármacos que afectam o ouvido interno, uma pancada na cabeça, um distúrbio vascular no cérebro ou, em casos mais raros, esclerose múltipla. A perda de audição também pode ser provocada por um tumor cerebral, acidente vascular cerebral, traumatismo, infecção virai ou lesão de um nervo.

Escrito por Bem Estar em Problemas nos Ouvidos Sem Comentários