Marisco e o Colesterol
Até há pouco tempo, pensava-se que o marisco influenciava, agravando-o, o problema dos níveis elevados de colesterol no sangue — aumentando assim o risco de doença coronária. E certo que tanto as gambás, como os camarões e as lagostas têm um elevado teor de colesterol dietético, o mesmo se passando com as lulas (lacto que, curiosamente, não se verifica no polvo), mas, por outro lado, possuem um teor de gordura muito baixo, e o colesterol destes alimentos é mal absorvido pelo organismo. Além disso, vários estudos efectuados revelaram que a ingestão de marisco tende a fazer baixar — e não subir — os níveis de colesterol do sangue. Numa experiência de três semanas levada a cabo na Universidade de Washington, pediu-se a um grupo de homens que substituíssem por marisco os alimentos ricos em proteínas que consumiam habitualmente. Verificou-se então que as dietas à base de ostras, amêijoas, mexilhões e caranguejos reduziam os níveis de um tipo particularmente perigoso de gordura no sangue, parecendo ainda reduzir os níveis de colesterol total no sangue. De acordo com os resultados desse estudo, as dietas à base de lulas e camarões não diminuíam os níveis de gordura no sangue da mesma maneira.
O marisco, tal como acontece com o peixe gordo, contém pequenas quantidades de ácidos gordos essenciais que podem ajudar a proteger contra os problemas cardiovasculares. Os ácidos gordos essenciais também são importantes para que as membranas das células do cérebro e da retina do olho se mantenham saudáveis.