Parkinson afecta o equilibrio e a marcha
A doença para além da perturbação da marcha pode também provocar desequilíbrio, aspectos que, associados às tonturas ao pôr-se de pé, são os responsáveis por um maior risco de cair.
A marcha é uma actividade particularmente atingida pela doença de Parkinson.
No início da doença a lentidão de movimentos e a rigidez descritas tornam os passos mais curtos e a sua sequência mais lenta. O caminhar torna-se pois vagaroso. Nesta fase, estas manifestações podem atingir só um dos lados do corpo, o que por vezes leva alguns doentes a pensar terem sofrido um pequeno acidente vascular cerebral.
Na fase mais evoluída da doença, o primeiro passo para iniciar a marcha é o mais difícil, tendo o doente a sensação de ter os pés colados ao chão. Depois disto, a marcha desenvolve-se numa sucessão de pequenos passos, por vezes até acelerados, para manter o equilíbrio. Torna-se particularmente difícil dar depois a volta para trás.
A marcha é tanto mais fácil quanto menos obstáculos existirem no trajecto, o que frequentemente leva a que os doentes caminhem com maior facilidade na rua do que dentro da própria casa.