Quais são os sinais e sintomas da gota
A primeira crise aguda de gota pode surgir após períodos de tempo muito dilatados (por vezes, 20 a 30 anos) de hiperuricemia (hiperuricemia assintomática). Em alguns casos, pode existir história de “cólica renal” prévia, decorrente da litíase já referida.
Mas quem já teve um episódio de gota dificilmente o esquece!
A crise de inflamação articular é bastante típica e surge usualmente durante a noite. O quadro típico é caricaturizado por um homem, de meia-idade, obeso, com hábitos bulímicos e, por vezes etílicos, que adormece confortavelmente. Porém, é acordado de madrugada por uma dor insuportável que, geralmente, atinge o primeiro dedo do pé. Este encontra-se quente, vermelho, tumefacto e extremamente doloroso à pressão. Esta artrite aguda pode ser acompanhada por sintomas gerais (hipertermia, mal-estar) e por aumento da frequência dos batimentos cardíacos (taquicardia). Por norma, a primeira crise, como já tivemos oportunidade de referir, persiste durante poucos dias e desaparece completamente, com ou sem tratamento. As crises agudas podem ser desencadeadas por factores de índole diversa: consumo excessivo de álcool ou de alimentos ricos em proteínas; situações de “stress” (emocionais ou decorrentes de cirurgias ou de outras doenças); jejum prolongado; acidentes; marcha excessiva (por exemplo a “gota dos caçadores”); medicamentos (acção iatrogénica já descrita anteriormente no contexto dos diuréticos tiazídicos) e outras substâncias .
As crises subsequentes podem surgir após períodos de tempo (intercríticos) muito variáveis (meses, anos ou decénios), tendendo no entanto, como já mencionámos, a ser mais frequentes (mais próximas umas das outras), mais prolongadas (períodos intercríticos progressivamente menores) e a envolver um número crescente de articulações (no início, sobremaneira do membro inferior e, ulteriormente, também, do superior).
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