Tratamento da Tuberculose
Uma minoria de doentes aparece em situação tão grave que é necessário iniciar o tratamento em internamento hospitalar. Alguns precisam do internamento devido à necessidade de recorrer a técnicas de investigação agressivas para chegar ao diagnóstico.
A larga maioria dos doentes deve ser tratada em ambulatório, nos Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP). O tratamento consiste na toma diária de quatro medicamentos em comprimidos, logo pela manhã, durante dois meses, seguidos de dois medicamentos nos quatro meses seguintes. São portanto seis meses de tratamento.
Com tratamentos tão longos, a maior preocupação dos médicos consiste em garantir que o tratamento seja escrupulosamente garantido. Toda a gente sabe que o cumprimento de tratamentos prolongados é medíocre em toda a parte; não é um problema específico dos doentes portugueses. No caso da tuberculose, assegurar o tratamento é a chave para a cura dos doentes e para prevenir o aparecimento de resistências aos medicamentos. Por essa razão, não pode ficar apenas confiada ao doente a responsabilidade do tratamento.
De acordo com normas da Organização Mundial de Saúde e da Direcção-Geral de Saúde, estes doentes devem tomar diariamente os medicamentos no CDP sob observação directa do pessoal de saúde. E um imperativo absoluto. Alguns doentes reagem com desagrado quando lhes é explicada a necessidade de visitar diariamente o CDP. A questão que colocam é habitualmente esta: «Então eu não serei o principal interessado na cura, portanto, o mais empenhado em respeitar o tratamento?» A realidade universal, em todo o mundo e em todos os níveis sociais, testada repetidamente, ensinou os peritos da OMS que, se os medicamentos forem confiados aos doentes para serem tomados em casa, a taxa de sucesso torna-se insuficiente para controlar a situação epidemiológica.
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